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Arnaldo Duarte Costa/ Aluno do Programa Alfabetiza São Paulo ITD

 

"Minha vida mudou muito. Não preciso mais das pessoas para fazer as coisas por  mim. Antigamente minha mulher precisava ir comigo no mercado, eu não sabia ler o pacote de sabão em pó, de arroz, de feijão, hoje vou até ao banco sozinho. Eu era uma pessoa insegura minha mulher vendia cosméticos, quando ela não estava e vinham fazer pedidos para mim, eu mentia, pois precisava arranjar desculpas para que não percebessem que eu não sabia escrever. Hoje sou mais seguro, não tenho medo de conversar com as pessoas. Meus filhos me respeitam, olham meu material, minha mochila, tenho mais autoridade dentro da minha casa. Eu deixei de ser cego. Aprender  ler e escrever abriu meus olhos para a vida.’‘

 


Antonia Monteiro/ Aluna ITD

"Às vezes eu gosto de ficar olhando os cadernos antigos, só pra ver como eu melhorei.  Hoje eu sei o que é adição, subtração, divisão, sei que um texto tem que ter começo,  meio e fim, sei os verbos, ainda me confundo um pouco com os SS e ç, mas já melhorei muito. Ainda tenho muito que aprender. Eu vou continuar. Essa é só uma etapa da minha vida. Quero ir para a 5ª série. Só tive uma falta nesse tempo todo, e foi só porque eu me confundi no dia da aula. Quero ver todos da minha família na minha formatura esse ano." 

 


Izilda Alair Bucher

"Eu saí da escola com 8 anos de idade, porque meu pai faleceu eu tive que ajudar  minha mãe a trabalhar. Aqui eu aprendi muita coisa, o estudo é muito bom. Nunca é tarde para a gente aprender. Não gosto muito de fazer texto, mas quando eu pego pra fazer, eu faço e sempre fica muito bom. Esses dias eu fiz uma carta pra Dilma (a presidenta), quando eu li, tive orgulho de mim mesma. Olha só, eu fiquei orgulhosa de mim mesma... Eu tenho 9 irmãos e posso dizer que eu sou a que mais estudou. Acho esse projeto ótimo, se eu encontrasse gente no meio da rua eu diria: Vai em frente, estuda, nunca é tarde!"

 


Lindaura Marques de Brito

“Antes de entrar no Projeto, eu era uma pessoa triste. Há um ano que estou participando do Programa, e estou me sentindo melhor, porque entendo as coisas e já estou aprendendo a ler letra cursiva. Meu sonho é chegar até o 5º ano.”


Josefa Gomes da Silva

“Antes de iniciar no Programa Alfabetiza São Paulo, eu não sabia ler e escrever. Hoje, leio minhas correspondências, assino meu nome e tenho as amigas que conheci na sala de aula. Só tenho que agradecer a todos.”


Rosana Deise P. Candido

“Minha vida era uma rotina só; Eu vivia para lavar, passar, cozinhar e cuidar dos meus filhos. Com os anos passando, fui ficando entediada e vi que queria muito mais que aquela vida, eu queria voltar a estudar para realizar meu sonho de ser pedagoga. Então, procurei a professora Telma, que diga-se de passagem é maravilhosa tanto como professora e também como pessoa, e ela me falou do ITD, e me incentivou a voltar a estudar, então voltei. Para mim, o ITD foi, e está sendo, uma conquista, um passo que estou dando para o futuro.”


Marina Oliveira dos Santos

“Meu nome é Marina Oliveira. Desde os 7 anos, eu trabalhava na roça com meu pai. Fui criada com minha madrasta que não me entendia. Vim para São Paulo aos 18 anos para trabalhar e não tive chance de estudar. Conheci o Projeto porque minha amiga e eu saímos procurando. Estou feliz por estar estudando. Agora, meu sonho é continuar estudando para conseguir um emprego melhor. ”


Maria Aparecida de Oliveira

“Meu nome é Maria Aparecida. Fui trabalhar na roça para ajudar minha família desde pequena. Vim para São Paulo com 18 anos para trabalhar em casa de família, logo, casei e fui cuidar de casa e dos filhos. Por isso não estudei. Comecei a estudar através de uma amiga e já estou aposentada. Pretendo continuar estudando para me sentir mais feliz do que já estou.”


Joel Adão Lourenço

“Em palavras, é difícil definir minha felicidade. Antes de voltar à sala de aula, eu parava do meu trabalho às 17:00 e ia para um bar tomar caipirinha. No dia 12 de setembro, foi meu último copo. Em agradecimento, quero aprender bastante e ter novos horizontes na minha profissão, que é trabalhar com plantar.”


Raimundo Dias da Rocha

“Antes de entrar no Programa do ITD, eu ia no açougue e apontava a carne que eu queria; No supermercado, ia colocando as compras sem ler. Hoje, já peço as carnes pelos nomes, leio o nome dos produtos, das placas com os nomes de rua e sei localizar o nome dos meus filhos na escola. A intenção é continuar estudando.”


Roberto Duarte da Costa

“Eu deixei de ser cego. Aprender a ler e escrever abriu meus olhos para a vida. Antigamente, minha filha pedia para eu ler livros para ela, mas eu não conseguia. Hoje, eu faço questão de ler para ela e já sei corrigir a lição de casa antes dela entregar para a professora. O ônibus então, nem se fala! Eu perguntava para as pessoas, que também ficavam no ponto de ônibus, qual ônibus elas iriam pegar e, se fosse igual o meu, eu entrava junto com elas. Hoje, pego ônibus sozinho, e agora quero ir além da minha capacidade.”


Valdete Santana Félix

“Eu gostei muito desse Programa do ITD, porque eu já tinha desistido de estudar e, com a chegada deste Projeto, estou mais animada. Estou aprendendo muitas linguagens, principalmente matemática, que é uma matéria que eu tenho muita dificuldade, mas aos poucos estou aprendendo. Até o meu marido que tinha desistido de estudar, já voltou à escola e está aprendendo com facilidade.”


Marineide Bispo de Oliveira

“Sempre fui uma pessoa que trabalhou muito e quase não tinha tempo para estudar, mesmo que eu quisesse. Foi então que decidi mudar isso, porque gosto de estudar e o que me faltava era tempo. Quando entrei na EJA, percebi que nunca é tarde para correr atrás do que é importante e do que a gente gosta. Graças a EJA, pude aprender mais, pude mostrar para mim mesma que posso ir além do que eu quero, basta acreditar.”


Iara Cristina Dias Mendes da Costa

“Eu estou estudando porque acredito que para mim será muito bom repassar a ver muitas coisas que eu não me recordava mais, e eu acho que quanto mais a gente aprende, é bom para a gente mesmo, porque a leitura faz parte do aprendizado e é muito importante que se veja um jornal, e que esteja a par do que se passa no mundo e a nossa volta.Gosto muito de ler e acho que isso também faz parte da cultura, e faz com que a gente deixe de ser ‘bronco’, sem saber do que está acontecendo a nossa volta. Por isso, enquanto puder continuar estudando, quero participar.”


Maria Oliveira Pereira

“Eu gosto muito desta aula, tem me ajudado bastante e eu tenho recordado muitas coisas que já tinha esquecido, como Matemática, Língua Portuguesa, Geografia, Desenho, História, e outras coisas. Meu sonho é fazer um cursos superior a distância. Gostaria de fazer Meio Ambiente, pois gosto muito de plantas e, zelando o meio ambiente, quero ajudar o meu país a despoluir.”


Sebastiana Jerônimo

“Eu era uma pessoa que não conseguia montar as contas e agora estou muito bem depois que entrei no Programa. Estou aprendendo muito e estou contente de ter voltado à sala de aula, aos 65 anos. No próximo ano, pretendo dar continuidade para aprender muito mais, este é um dos meus sonhos.”


Neide Lima Santos Marquez

“Antes, minha vida era uma rotina e eu sentia que faltava algo para fazer. O Programa de educação foi muito bom para mim e o que mais quero é terminar os estudos e me formar. Há muito tempo que eu já queria voltar a estudar para ter um futuro melhor, porque nos dias de hoje, quem não tem estudos não tem um bom emprego nem um futuro melhor. Depois de terminar os estudos e me formar, quero trabalhar em uma grande empresa de recepcionista e terminar de construir minha casa.”


Célia Maria da Silva

“Minha vida, antes do Programa, era muito parada. Aprendi bastante coisa, relembrei as palavras que eu esqueci, mas graças a Deus estou indo em frente. Assim, agradeço a professora que me ensinou as coisas que não sabia, e meu próximo sonho é estudar cada vez melhor.”


Edileide da Silva Souza

“Minha vida antes de entrar no Programa era triste e com depressão, tomava remédios para dormir, mas graças a Deus e à professora que me alfabetiza, ela me ajudou bastante. Meu próximo sonho é terminar os estudos e ir para a faculdade. Sonho e vou seguir em frente.”


Lucia Ana de Oliveira

“Antes, eu não ligava de ir à escola. Aí, recebi um convite para participar do Programa. No início, eu não queria e fui por acaso. Foi então que eu vi que valia à pena, pois o que eu sabia era muito pouco, e hoje me sinto realizada por ter acreditado no Programa e também a professora, que gosta do que faz, pois faz com amor.”


Maria José dos Santos Freitas

“Tinha muita vergonha de ir à escola e ficava dando desculpas para ir. Agora quero mais é terminar os estudos. Para o futuro, espero concluir, apesar da minha idade já um pouco avançada (59 anos), mas minha professora diz que nunca é tarde para aprender. Minha vida não era ruim, só que a partir de um curso, pude adquirir conhecimentos sobre outros assuntos, e então comecei a entender e ver quantas coisas perdemos pela falta de saber ler e escrever.”


Manoel Nascimento Oliveira

“Com apenas uma semana de aula, já percebi melhora na minha escrita e na minha leitura, mesmo com pouco tempo frequentando as aulas. Já consigo também diferenciar a escrita de várias palavras que antes não sabia como escrever ou diferenciar. Com todo esse resultado em tão pouco tempo, fico ainda mais motivado a querer seguir em frente com as aulas.”


Maria Jarizete de Oliveira

“Antes de entrar na escola, eu só trabalhava fora. Chegava em casa e fazia as tarefas do lar. O meu esposo não deixava eu ir para a escola. Na infância, o meu pai não deixava os filhos estudar, pois dizia que escola era só para escrever ‘cartas de namorado’. Fui para a escola quando separei do meu marido; Aprendi a escrever meu nome, pegar ônibus, etc. Estou conhecendo muitas coisas na escola, pois agora não paro”


Francisca Abrantes de Sousa

“Sou casada e paraibana. Minha vida era cuidar da minha casa, esposo e filhos, porém nunca parei para pensar que um dia os filhos crescem, e então, foi quando me vi só. Uma vizinha me convidou para entrar no Programa, e aceitei. Gostei muito de fazer amizades, meu sonho é continuar estudando para ter mais conhecimentos.”


Valdiene Rodrigues da Silva

“Desde criança sempre estudei, mas por ser uma aluna especial, não consegui desenvolver, e foi no Programa do ITD que consegui aprender a ler e escrever. Ainda escrevo com erros, pois tenho esquecimento, mas creio em Deus que vou conseguir alcançar todos os meus objetivos, e tudo isso só foi possível porque tenho uma professora paciente, amorosa e dedicada, pois com as limitações, se torna mais difícil. No próximo ano, irei fazer a 5ª série e estou preocupada, pois se os professores não tiverem paciência comigo, vai ser um pouco difícil.”


Alzira Pereira

“Quando criança, não estudei, pois meu pai achava que somente os filhos homens precisavam estudar. Me casei muito jovem e tinha muita vontade de aprender a ler, mas meu marido também não me deixou estudar. Após 35 anos casada, fiquei viúva e resolvi colocar meu sonho em prática. Me matriculei na escola, mas tinha que pegar ônibus para chegar; Um dia, passei na minha rua e vi um panfleto do Programa Alfabetiza São Paulo, então me matriculei e estou até hoje. Leio algumas palavras, escrevo meu nome e desejo alcançar muito mais.”


Claraci Teixeira Lemos

“Eu era muito tímida, falava pouco por medo de falar errado e morria de vergonha de alguém me corrigir. No meu trabalho, não gostava de atender o telefone para não ter que anotar nenhum recado para não escrever errado. Depois de entrar no Programa, aprendi a escrever e a falar melhor e estou muito feliz de voltar a estudar. Meu próximo sonho é continuar estudando.”


Alzira das Dores Souza

“Eu só fazia os deveres do lar porque a minha família é grande. Com o passar do tempo, fui encorajada a me alfabetizar, pois não tive possibilidade quando criança. Faz anos que estou tentando, mas para mim está sendo difícil. Já pensei em desistir, mas minha família não deixa; Às vezes, estou muito cansada e minhas filhas falam para eu faltar, mas não quero. Apesar de tudo, gosto de ir à aula para ver o professor e os colegas.”


Andréia Cláudia Militão

“Voltar a estudar foi a melhor coisa que fiz, estou até sonhando em fazer uma faculdade, coisa que jamais pensei que pudesse fazer um dia. Até meus filhos estão muito orgulhosos de mim, eles me dão a maior força e a minha professora é a melhor amiga da minha vida, quando estou pensando em desistir ela sempre me fala uma palavra amiga, por isso que jamais desistirei.”


Severino Fragoso Calvalcanti

“Fico chateado quando penso que se eu não tivesse desistido de estudar em outras épocas, eu já estaria sabendo e entendendo muito mais. De qualquer maneira, estou me sentindo seguro e animado, confiando na professora. Antes, eu tinha muita vergonha de estar entre outros alunos, por isso desistira. Agora não, além de me sentir bem com os colegas da sala, estou aprendendo e a professora acredita muito em mim. Quero aprender muito mais do que passar de série e quando me sentir seguro, vou sim fazer o ginásio, o colegial e até a faculdade.”


Luiza Aparecida Fortes